Para um planeta saudável, o primeiro passo é ouvir os cientistas

Saúde

Diante da disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2), a questão que mais intriga as pessoas na atualidade é: “Quando o mundo voltará ao normal?”. A resposta não é trivial e alguns cientistas comentam que é provável que estejamos entrando em uma nova fase da história da humanidade. O “normal” como conhecemos talvez não seja mais viável – nem desejado –, já que esse padrão pode ter sido o estopim para a situação em que nos encontramos agora.
A pandemia atual, que já havia sido prevista por alguns cientistas na década passada, nos mostra, cada vez mais, que se não protegermos a saúde do planeta, aproveitando seus benefícios de maneira racional e sustentável, teremos ameaças futuras ainda piores. E ameaças que afetarão o ser humano não apenas na área da saúde, mas também em aspectos socioeconômicos e ambientais, que estão interligados. É um assunto vital para discutirmos, principalmente no Dia Mundial do Meio Ambiente.
Apesar de diversos alertas e avisos dos cientistas, mais uma vez não estamos nos preparando como deveríamos. A escassez de investimentos na prevenção, na saúde e na ciência leva, por exemplo, ao aumento de óbitos por doenças tropicais.
Muitos pesquisadores relacionam ainda o surgimento de doenças virais com a degradação ambiental, a falta de práticas sanitárias e a destruição de ecossistemas naturais. Sem falar na ligação entre mudanças de temperatura e a proliferação de organismos patogênicos – isto é, com capacidade de causar prejuízos.
Para vivermos em um local saudável e mais seguro, é preciso proteger a nossa única “casa”, ou seja, o planeta, que, mesmo antes da chegada do coronavírus, já apresentava sinais de esgotamento de seus recursos naturais – como florestas e água, que são finitos. Só que a degradação parece não cessar.
De acordo com dados do sistema Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mês de abril voltou a registrar um novo aumento nos alertas de desmatamento da Amazônia.