Câncer de pele: como identificar os primeiros sinais da doença

Saúde

Se você é do time que adora ficar deitada na canga de praia sem protetor solar, esse texto é pra você! A exposição ao sol sem em excesso e sem proteção adequada é uma das maiores causas de câncer de pele. Muito frequente no Brasil, a doença atinge principalmente pessoas de pele clara, bem clara e peles que apresentam sensibilidade aos raios solares.

“O câncer de pele é o mais comum do ser humano, tendo sua incidência aproximada de 25% a 33% de todos os cânceres. No Brasil, por ser um país de população muito heterogênea, com descendentes europeus e muito sol, estima-se que a incidência de câncer de pele seja maior que a média mundial, mas ainda sofremos com subnotificação dos casos”, conta Dr. Caio Lamunier, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Diferença entre câncer de pele não melanoma e melanoma

Existem diferentes tipos de câncer de pele, os mais comuns são os carcinomas, mas como o melanoma é responsável por 75% de morte por câncer de pele, ele é normalmente estudado separadamente.

Assim, costuma-se dividir os cânceres de pele em melanoma (75% da mortalidade) e todos os outros, ou seja, não melanoma (25% da mortalidade).

Exposição ao sol sem proteção aumenta risco

A exposição solar pode e deve ser saudável. O problema está justamente na exposição solar em excesso. Estima-se que para produção de vitamina D, por exemplo, necessita-se de apenas 10 a 15 minutos de exposição solar por dia.

Evidentemente 10 a 15 minutos é muito pouco e precisamos de mais sol do que isso.

O que devemos evitar é o excesso de radiação ultravioleta (UV), a qual nos expomos ao tomar sol. Esses raios UV danificam o DNA das nossas células e potencializam o risco de câncer.

“Apesar de algumas falsas propagandas, o protetor solar não combate o câncer. O uso de proteção solar (e o protetor solar é uma delas) é um método preventivo do câncer de pele”, explica Dr. Caio.