Substitutos do sal podem contribuir para redução de doenças cardíacas

O Ministério da Saúde anunciou, recentemente, que a indústria de alimentos fará mudanças na composição dos produtos, a fim de cumprir um acordo para reduzir a quantidade de sódio. A meta é retirar um total de 28,5 mil toneladas da substância dos alimentos industrializados até 2020. Nessa fase, o foco é reduzir o sódio de pães, bisnaguinhas e massas instantâneas. Além de prevenir outras doenças, a medida contribuirá para a diminuição da população hipertensa no Brasil.

De acordo com dados do Ministério, a hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, atinge mais de 30 milhões de pessoas no país, estimando que um a cada quatro brasileiros sofra da condição que aumenta com a queda da temperatura e merece atenção.

Cibele Gonsalves, diretora do departamento de nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), ressalta que o sódio, na medida certa, é necessário ao organismo humano, pois, juntamente com o potássio, contribui para manter o equilíbrio.

Para ajudar a controlar doenças, a especialista listou oito opções de temperos naturais, que podem substituir o sal: orégano, noz-moscada, páprica, alecrim, limão, gengibre, cheiro-verde e alho. “De maneira geral, esses temperos naturais atuam como coadjuvantes na prevenção dos fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis, auxiliam na regulação da pressão arterial e têm ação antioxidante”, explica a nutricionista da Socesp.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão máxima diária de dois gramas de sódio. Isso corresponde a cinco gramas de sal (uma colher de café contém um grama). A nutricionista frisa que é importante seguir a recomendação da OMS. “Se fizéssemos isso, reduziríamos as mortes por acidentes vasculares cerebrais e os óbitos por infarto. Essa mudança depende exclusivamente de uma nova atitude de cada cidadão perante a própria saúde e a de sua família”, conclui.

Recomendações

A Proteste, associação de consumidores, listou algumas dicas para quem tem interesse em manter uma alimentação mais saudável e com menos sódio.

A primeira delas é ler atentamente o rótulo dos alimentos. Verificar se os percentuais de sódio, gordura e açúcar são representativos na sua dieta. Por exemplo, se o sódio corresponder a 70% da ingestão diária recomendada, é preciso ter atenção redobrada.

A segunda recomendação é evitar a todo custo consumir produtos ultraprocessados, como frango empanado, e alimentos congelados prontos, como pizzas, tortas e doces.

A terceira, preferir sal marinho ao sal refinado comum. Existem também versões que têm baixo sódio, com redução de até 50% do mineral, como o sal rosa do himalaia, e até o sal grosso, que tem preço acessível e pode ser usado para cozinhar alimentos e vegetais, preservando o seu sabor.

A quarta dica dada pela associação é evitar usar nos alimentos os realçadores de sabor, que são  vendidos como temperos ou estão na composição de biscoitos e salgadinhos. Neles, existe alta quantidade de sódio.

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